8 de jan de 2012

Kaoru Ishikawa – mais do que o Pai do Diagrama de Ishikawa


Diagrama de Causa Efeito ou Diagrama de Ishikawa: Esta é uma ferramenta muito importante utilizada na análise das causas dos problemas que encontramos nas empresas. Ao fazer um diagrama de causa-efeito (ou Diagrama de Ishikawa, ou de espinha de peixe), você perceberá a simplicidade e poder que esta ferramenta tem.


Mas quem foi Kaoru Ishikawa? O seu legado é apenas este diagrama?

Kaoru (馨)Ishikawa (石川)

Esse é um guru da qualidade, principalmente por reforçar a utilização das sete ferramentas da qualidade
Nascido no Japão, de uma família de grande tradição industrial, graduou-se em Química Aplicada em 1939, doutorou -se em 1960.
Contribuiu muito tanto para qualidade como para gestão de empresas, foi o guru que mais enfatizou o lado humano da qualidade. Como exemplo disso podemos citar os Círculos de Controle de Qualidade - CCQ que são reuniões regulares entre grupos de trabalho de uma determinada área da empresa (podendo ser de áreas diferentes) que se unem para discutir sobre os problemas da qualidade. Eles geralmente são voluntários nesse trabalho.

Os seus conceitos principais
Ishikawa é mais conhecido pelos seus Círculos de Qualidade e claro, pelo seu universal digrama de Ishikawa. No seu trabalho, Ishikawa prestou particular atenção ao uso de ferramentas estatísticas simples para analisar que problemas de qualidade atacar em primeiro lugar. Dá muito ênfase a uma boa recolha de dados e à sua apresentação, ao uso de gráficos de Pareto e de Diagramas de Causa-Efeito.
Ishikawa usa os diagramas de causa-efeito, assim com as outras ferramentas como uma forma de ajudar equipes ou círculos de qualidade nos processos de melhoria contínua de qualidade. Estas ferramentas são muito úteis para encontrar, documentar e analisar as causas responsáveis pelas variações de qualidade num determinado processo.
Ishikawa foi ainda responsável pela tradução, integração e expansão dos conceitos de Demming e Juran, dentro da cultura empresarial Japonesa.
Os círculos de qualidade foram talvez o aspecto mais importante desenvolvido por ele (apesar da fama e utilização mundial do seu diagrama).
Apesar de terem caído de alguma forma em desuso nos últimos anos, à medida que outras filosofias de melhoria tomavam o seu lugar (Six Sigma, por exemplo), os seus conceitos continuam a ter relevância e podem facilmente ser integrados nas metodologias modernas.

Datas Importantes:
•    1915: Nasce em Tóquio. É o mais velho de 8 filhos.
•    1939: Termina o seu curso de Engenharia em Química Aplicada, na Universidade de Tóquio.
•    1939-1941: O seu primeiro emprego como técnico naval.
•    1941-1947: trabalha na Nissan Combustíveis Líquidos.
•    1947: contratado como professor assistente na Universidade de Tóquio.
•    1960: termina o seu doutoramento e é promovido a Professor na Universidade de Tóquio.
•    1962: Introduz pela primeira vez o conceito dos Círculos de Qualidade.
•    1982: nasce oficialmente o Diagrama de Ishikawa.
•    1989: Morre aos 74 anos.


Principais Livros Publicados
•    Introduction to Quality Control (1990)

•    Guide to Quality Control (Industrial Engineering & Technology) (1984)
•    What Is Total Quality Control?: The Japanese Way (1985)

O legado dos seus conceitos
•    A qualidade do produto é melhorada e uniformizada. Os defeitos diminuem.
•    A confiabilidade dos produtos melhora.
•    Redução de custos.
•    A produção aumenta e passa a ser possível fazer planejamento confiável.
•    Peças defeituosas e peças que necessitam de retrabalho diminuem.
•    Custos com inspeções e testes são reduzidos.
•    Melhores relações são estabelecidas entre os diversos departamentos.
•    É fomentada a discussão livre e democrática.
•    Reuniões decorrem mais organizadas e com participação de todos os envolvidos.
•    Ênfase no cliente interno
•    Difusão pelo mundo inteiro dos Círculos de Qualidade.
•    Diagrama espinha de peixe ou Diagrama de Ishikawa

Kaoru Ishikawa (1915-1989), nascido em Tokyo, o mais velho dos oito filhos de Ichiro Ishikawa. Educado em uma família com extensa tradição industrial, graduou-se em Química na Universidade de Tokyo em 1939. De 1939 a 1941 trabalhou no exército como técnico naval, então foi trabalhar na “Nissan Liquid Fuel Company” até 1947. Exerceu também a o ensino na área de Engenharia na mesma Universidade em que se formou.
Em 1949, Ishikawa entrou para a União Japonesa de Cientistas e Engenheiros (JUSE), um grupo de pesquisa de controle de qualidade.
Posteriormente, tornou-se presidente do Instituto de Tecnologia Musashi. Até sua morte, em 1989, o Dr. Ishikawa foi figura mais importante no Japão na defesa do Controle de Qualidade. Foi o primeiro a utilizar o termo Controle de Qualidade Total e desenvolveu as "Sete Ferramentas", nas quais considerou que qualquer trabalhador pudesse trabalhar. Ele sentiu que isso o distinguiu em relação às outras abordagens por ele observadas, que colocavam a qualidade nas mãos dos especialistas.

Ishikawa recebeu muitos prêmios durante sua vida:
•    Prêmio Deming
•    Segunda Ordem do Tesouro Sagrado, uma altíssima honraria do governo japonês. É o reconhecimento por suas notórias contribuições para o desenvolvimento da teoria sobre princípios e técnicas de controle da qualidade, atividades de controle da qualidade e atividades de padronização, tanto para a indústria japonesa, como para a mundial.
•    reconhecimento mundial pelos seus trabalhos com os Círculos de Controle da Qualidade (CCQ).

Ishikawa aprendeu os princípios do controle estatístico da qualidade desenvolvido por americanos. Kaoru traduziu, integrou e expandiu os conceitos de gerenciamento do Dr. William Edwards Deming e do Dr. Joseph Moses Juran para o sistema japonês.
Talvez a contribuição a mais importante de Ishikawa foi seu papel chave no desenvolvimento de uma estratégia especificamente japonesa da qualidade. A característica japonesa é a ampla participação na qualidade, não somente de cima para baixo dentro da organização, mas igualmente começa e termina no ciclo de vida de produto. No final dos anos 50 e no início dos anos 60, Ishikawa desenvolveu cursos do controle da qualidade para executivos e gerentes. Igualmente ajudou o lançamento da Conferência Anual do Controle da Qualidade para gerência, diretores em 1963.
Em conjunto com a JUSE, em 1962, Ishikawa introduziu o conceito de Círculo de Qualidade. Em 1982, viria o Diagrama de Causa-e-Efeito, também conhecido como Diagrama de Ishikawa. A melhor contribuição do Diagrama de Ishikawa: forneceu uma ferramenta poderosa que facilmente pudesse ser usada por não-especialistas para analisar e resolver problemas.
Com seu diagrama de causa e efeito, este líder da gerência fez avanços significativos na melhoria de qualidade. Os diagramas de Ishikawa são úteis como ferramentas sistemáticas para encontrar, classificar e documentar as causas da variação da qualidade na produção e organizar a relação mútua entre eles. Como tal, enfatiza uma comunicação aberta do grupo como crítica à construção dos diagramas Dr. W. Edwards Deming, um dos colegas de Ishikawa, adotou este diagrama e usou-o para ensinar o controle de qualidade no Japão. Ishikawa e Deming usaram este diagrama como um as primeiras ferramentas no processo da gerência de qualidade.
Kaoru Ishikawa quis mudar a maneira das pessoas pensarem a respeito dos processos de qualidade. Para Ishikawa, “a qualidade é uma revolução da própria filosofia administrativa, exigindo uma mudança de mentalidade de todos os integrantes da organização, principalmente da alta cúpula”. Sua noção do controle empresarial da qualidade era voltada ao atendimento pós venda. Isto significa que um cliente continuaria a receber o serviço mesmo depois de receber o produto. Este serviço se estenderia através da companhia em todos os níveis hierárquicos e até mesmo no cotidiano das pessoas envolvidas. De acordo com Ishikawa, a melhoria de qualidade é um processo contínuo, e pode sempre pode ser aperfeiçoada.
Acreditou na importância da sustentação e da liderança. Outra área da melhoria de qualidade que Ishikawa enfatiza é qualidade duradora de um produto - não apenas durante a produção. Embora acreditasse fortemente em criar padrões, sentiu que os padrões eram como programas de melhoria contínuos da qualidade: devem constantemente ser avaliados e renovados. Os padrões não são a fonte final de tomada de decisão e sim a satisfação do cliente. Queria que os gerentes encontrassem as necessidades do consumidor, e a partir dessas, tomar decisões. Durante toda sua carreira, Ishikawa trabalhou em assuntos muito práticos, mas sempre dentro de uma estrutura filosófica maior. Em seu sentido mais amplo, o trabalho de Ishikawa foi pretender produzir o que chamou idéias novas da “revolução do pensamento” sobre a qualidade que poderia revitalizar a indústria. A ampla aceitação de muitas idéias de Ishikawa - e das numerosas honras que recebeu em torno do mundo mostra como sua revolução foi bem sucedida.

Famoso pela criação do diagrama de causa e efeito (espinha de peixe ou ainda, Diagrama de Ishikawa), Ishikawa esteve na vanguarda da revolução japonesa para a qualidade.
Sua filosofia é voltada para a obtenção da qualidade total através de suas cinco dimensões:
1.    Qualidade,
2.    Custo,
3.    Entrega/Atendimento,
4.    Moral e
5.    Segurança)

Envolve a participação de todas as pessoas da empresa, desde a alta gerência até os operários do chão de fábrica. Ele enfatiza também a participação de todos nos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ).
O Controle da Qualidade Total (TQC) é um sistema administrativo aperfeiçoado no Japão, a partir de idéias americanas, com forte influência de Ishikawa.
Uma de suas frases famosas é: "Melhor ter gerentes com qualidade do que gerentes da qualidade". Para Ishikawa, O Controle da Qualidade Total é exercido por todas as pessoas para a satisfação das suas necessidades.
As organizações humanas (cooperativas, empresas, escolas, etc) são meios (causas) destinados a se atingir determinados fins (efeitos). Controlar uma organização humana significa detectar quais foram os fins, efeitos ou resultados não alcançados (que são os problemas da organização), analisar estes maus resultados buscando suas causas e atuar sobre estas causas de tal modo a melhorar o resultado.

Assim, CQT é o Controle Total + Qualidade Total.

O CQT tem por base:

• Revolução da filosofia gerencial
• Envolvimento global
• Trabalho de equipe
• Qualidade é responsabilidade de todos
• Primazia pela qualidade
• Enfoque no usuário e não no fabricante
• A etapa subseqüente é cliente da precedente (cliente interno)
• Utilização de técnicas estatísticas
• Não confundir metas com meios
• Respeito ao ser humano
• Gestão e comitês funcionais

Entusiasta do CCQ (Círculo de Controle de Qualidade), cujo objetivo maior é a motivação do ser humano, Ishikawa assim o apresenta: CCQ é um grupo pequeno, para conduzir de forma voluntária as atividades de controle de qualidade, dentro da mesma área de trabalho. Este pequeno grupo conduz, continuamente, como parte das atividades de CQT, auto desenvolvimento e mútuo desenvolvimento, manutenção e melhorias dentro da mesma área de trabalho, utilizando técnicas de controle da qualidade com a participação de todos os membros.
A abordagem de Ishikawa, por ser bastante abrangente, tem sido criticada pela dificuldade de implantação. Na verdade, ela exige um comprometimento e uma mobilização maiores do que nas outras abordagens.


As Sete Ferramentas de Ishikawa:

Uma das suas principais contribuições foi à criação dos seus sete instrumentos do controle de qualidade: análise de Pareto; diagramas de causa-e-efeito (hoje chamados de Ishikawa); histogramas; folhas de controle; diagramas de escada; gráficos de controle; (e fluxos de controle). Na sua opinião, cerca de 95% dos problemas de qualidade podem ser resolvidos com estas ferramentas da qualidade. As Sete Ferramentas de Ishikawa são:
1. Gráfico de Pareto
2. Diagramas de causa-efeito (espinha de peixe ou diagrama de Ishikawa)
3. Histogramas
4. Folhas de verificação
5. Gráficos de dispersão
6. Fluxogramas
7. Cartas de Controle

Ishikawa observou que nem todos os problemas poderiam ser resolvidos por essas ferramentas, ele percebeu que ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade. Ishikawa criou o diagrama de causa-efeito, descritivamente chamado de diagrama espinha-de-peixe, e atualmente chamado de diagrama de Ishikawa, para distingui-lo das diferentes formas de diagramas de causa-efeito utilizados na área computacional.
Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão.

Benefícios da Filosofia da Qualidade de Ishikawa
Como a indústria se desenvolve e o nível de civilização se eleva, o Controle de Qualidade cresce em importância.
Alguns dos benefícios básicos da filosofia de Ishikawa estão sumarizados a seguir:
1. A qualidade começa e termina com a educação.
2. O primeiro passo na qualidade é conhecer as especificações do cliente.
3. O estado ideal do Controle de Qualidade é quando a inspeção não é mais necessária.
4. Remova a causa fundamental e não os sintomas.
5. Controle de Qualidade é responsabilidade de todos os trabalhadores e de todas as divisões.
6. Não confunda os meios com os objetivos.
7. Coloque a qualidade em primeiro lugar e estabeleça suas perspectivas de longo prazo.
8. O marketing é a entrada e a saída da qualidade.
9. A alta gerência não deve mostrar reações negativas quando os fatos forem apresentados pelos subordinados.
10. Noventa e cinco por cento dos problemas na companhia podem ser resolvidos pelas sete ferramentas do Controle de Qualidade.
11. Dados sem a informação da sua dispersão são dados falsos - por exemplo, estabelecer a média sem fornecer o desvio padrão.

Alguns livros para serem consultados
•    Guide to Quality Control (Kraus, 1976);
•    QC Circle Koryo (JUSE, 1980);
•    Quality Control Circles at Work (JUSE, 1984);
•    What is Total Quality Control? (Prentice Hall, 1985).


Fontes de pesquisa:
http://especialistasemqualidade.blogspot.com/2008/12/kaoru-ishikawa.html
http://www.totalqualidade.com.br/2009/10/os-gurus-da-qualidade-kaoru-ishikawa.html
http://nicexipi.org/2008/09/kaoru-ishikawa-mais-do-que-o-pai-do-diagrama-com-o-seu-nome/

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